maio 20
Empreendedorismo feminino

Empreendedorismo feminino: de um food truck a milhões de vendas

Hoje vamos contar uma história incrível sobre empreendedorismo feminino para te inspirar e encher de ideias.

Um casal abandonou o mundo corporativo para vender sanduíche de sorvete em um food truck e hoje a empresa é uma das maiores players do segmento nos Estados Unidos.

Natasha Case era formada em arquitetura e Freya Estreller trabalhava no segmento imobiliário. Ambas em seus vinte e poucos anos, criavam estruturas arquitetônicas em forma de sorvete para compartilhar com amigos e família.

Até que em 2009 resolveram levar sua criação a um grande festival de música chamado Coachella.

Para vender no festival o casal precisava de uma van, que foi adquirida no cartão de crédito pessoal por 2.500 dólares americanos.

A van não possuía a estrutura necessária e segundo a fundadora quase não abria a porta ou se movia, mas foi onde tudo começou.

Os sorvetes foram uma sensação no festival, acabando todo o estoque antes do final da festa. Por volta das 7 da manhã as empreendedoras foram acordadas por uma pessoa dizendo que havia uma fila de clientes esperando para serem atendidos.

Com o dinheiro que ganharam Case e Estreller reinvestiram no food truck para torná-lo mais seguro e apropriado ao negócio.

Depois do festival uma amiga da Case escreveu um artigo de um parágrafo:

“Parados no festival Coachella deste final de semana: arquitetura moderna em forma de sanduíche de sorvete. Não, nós também não conseguimos provar. A empresa Coolhaus estará nas ruas de Los Angeles nesse verão twittando sua localização”

Este artigo ficou viral.

Antes do festival as empreendedoras possuíam 50 seguidores no Twitter. A cada novo seguidor recebiam um e-mail, na segunda pós festival pensaram que haviam sido hackeadas pois haviam recebido mais de 5 mil e-mails.

“As pessoas estavam animadas porque era na cidade delas e era uma história legal que elas podiam se conectar”

Case elenca alguns motivos para o negócio ter sido um sucesso desde o começo:

  1. Sorvetes artesanais ainda não estavam na moda, por isso, eram uma novidade. Quando elas consideraram essa ideia pela primeira vez e pesquisaram “food truck de sorvete hipster” não encontraram nenhum resultado.
  2. A economia ainda estava em certa recessão por isso um negócio mais econômico era atrativo para os consumidores.
  3. O fato delas serem um casal de mulheres jovens que escolheram seguir um caminho diferente vira o tipo de história que as pessoas torcem para ver um final feliz e fazer parte.

Segundo pesquisa realizada pela CNBC com 2.030 donos de pequenos negócios apenas 40% eram administrados por mulheres e apenas 11% por pessoas abaixo dos 35 anos.

Logo o negócio virou um trabalho de tempo integral para Case, enquanto Estreller continuou em seu trabalho por mais 2 anos para garantir estabilidade financeira ao casal.

No começo os pais de Case não ficaram super animados em ver a filha abandonar a carreira na arquitetura.

“É isso o que acontece quando você resolve empreender. As pessoas vão perguntar ‘Você tem certeza?’ e você tem que dizer SIM!”

E deu certo!

Coolhaus atualmente possui 10 food trucks: 4 em Los Angeles, 4 em Dallas e 2 na cidade de Nova York. Além de lojas, kioskes além de estarem presentes em mais de 6 mil pontos de vendas no país inteiro através de distribuidores.

Em 2009 o casal faturou $ 100.000 dólares “Nós pensamos que estávamos ricas, simplesmente não podíamos acreditar”. No próximo ano faturaram $650.000 dólares, em 2011 chegaram a um milhão de vendas e em 2016 chegaram a faturar 7 milhões.

O mais novo lançamento da marca chama-se Sammies, que promove opções veganas e ingredientes preocupados com o bem estar animal como a utilização de ovos de galinhas livres de gaiolas. Além da missão de apoiar o empreendedorismo feminino.

Esse comprometimento com a transformação social não foi sempre uma preocupação da marca. Segundo Case essas mudanças refletiram os desejos e anseios do seu público-alvo.

Ela percebeu que seu público se pergunta qual é a missão por trás do seu consumo, fazendo com que as relações de consumo sejam mais do que uma simples transação.

O sabor “Queen’s Coffee” ajuda o empreendedorismo feminino ao redor do mundo. Para a sua criação a marca fez uma parceria com a empresa Allegro Coffee, empresa que tem seus grãos de café produzidos por mulheres africanas.

Além disso, uma parte do lucro é doado para uma organização sem fins lucrativos chamada Myna Mahila Foundation, que apoia mulheres na Índia.

“Funcionou, até que não funcionasse mais”

Case conta que foi uma experiência incrivelmente romântica dirigir o caminhão de sorvete no por do sol com Estreller e que criarem juntas esse negócio estreitou ainda mais os laços do relacionamento.

Estreller decidiu sair das operações diárias da empresa para manter uma distância entre o negócio e o relacionamento e abriu seu próprio negócio de licores chamado Ludlows Cocktails.

Case, agora com 33 anos e Estreller com 35, são casadas e possuem um filho chamado Remy.

Case sempre fala sobre empreendedorismo feminino e a dica que ela dá para mulheres que possuem ou pensam em construir seu próprio negócio é ter um momento egoísta e pensar se o negócio será capaz de sustentar e atingir os objetivos financeiros e pessoais da empreendedora.

Ao fazer isso você se responsabiliza pela dimensão pessoal e profissional da sua vida e passa a criar estratégicas aplicáveis e realistas.

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Fontes: AdvocateCNBC

Renata Furtner

Sobre o Autor

Renata é Psicóloga, especialista em Neuromarketing e Comportamento do Consumidor. Obcecada por café e livros de história, consegue passar horas falando sobre praticamente qualquer assunto.

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