maio 13

O que é empreendedorismo social

O empreendedorismo social tem como característica fundamental fazer a diferença na vida das pessoas através de projetos inovadores.

O modelo de negócio de um empreendedor social precisa levar em consideração lucro, impacto positivo e aplicabilidade.

Para alcançar o lucro neste tipo de projeto o impacto social precisa ser tangível.

Características do empreendedorismo social

O empreendedorismo social ajuda a resolver situações como moradia, saúde, educação, emprego, meio ambiente e direitos humanos.

O empreendedor social precisa buscar soluções e alterativas para criar uma sociedade mais justa e mais sustentável.

Geralmente surge em cenários problemáticos com desafios econômicos, sociais e ambientais.

A atuação pode surtir efeito em um bairro, comunidade, estado ou país.

Todo empreendedorismo social possui as seguintes características:

  • Inovação
  • Aplicabilidade 
  • Autossustentabilidade 
  • Integração a várias pessoas e segmentos da sociedade, incluindo a população atendida 
  • Promoção de impacto social e resultados mensuráveis.

Empreendedorismo social x Lucro

O empreendedor social precisa de lucro para manter o projeto ativo e autossustentável, sem depender de subsídio e doações.

Ter um propósito não é suficiente, é preciso pensar na viabilidade do projeto.

Para que uma empresa gere lucro é necessário criar um plano de negócio que considere sua persona e estratégia de divulgação.

Segundo o SEBRAE em 2017 o 1º Mapa Brasileiro de Negócios de Impacto Socioambiental lançado pela Pipe, listou 579 empreendimentos que atuam nas áreas de educação, tecnologias verdes, cidadania, cidades, saúde e finanças.

– 35% não tiveram faturamento;
– 31% obtiveram lucro de até R$100 mil;
– 13% entre R$ 101 mil e R$ 500 mil;
– 6% entre R$ 501 mil e R$1 milhão;
– 5% entre R$ 1,1 milhão e R$ 2 milhões;
– 7% acima de R$ 2,1 milhões;
– 3% não sabem ou não responderam.

Empreendedorismo social x Ong

Ambos os modelos têm como foco utilizar suas habilidades para gerar impacto positivo e uma mudança efetiva na vida das pessoas que são seu público-alvo.

Ou seja, ambos promovem uma transformação social.

A grande diferença é que o empreendedorismo social, assim como qualquer outro negócio, tem entre suas premissas a lucratividade.

A principal missão é beneficiar a população afim de diminuir a desigualdade social.

Porém, diferentemente da ONG o empreendedor social utiliza-se de estratégias de mercado e considera a viabilidade econômica, tanto para sustentabilidade do negócio quanto dos empreendedores.

Este tipo de projeto geralmente é desenvolvido por um grupo de pessoas e investidores que conseguem retorno sobre o investimento e reinvestem parte dos  lucros no próprio negócio.

Já a ONG não pode distribuir o dinheiro gerado entre os participantes, servindo integralmente para revertido no projeto e no impulsionamento das atividades.

Como surgiu o empreendedorismo social

O conceito foi abordado pela primeira vez no livro Social Responsibilities of the Businessman, publicado originalmente em 1953.  

Mas o termo ficou conhecido em 1977  devido ao sucesso da obra The Rise of The Social Entrepreneur de Charles Leadbeater. 

A ideia de conciliar negócios a causas sociais tem conquistado cada vez mais adeptos da nova geração que buscam aliar a carreira a um propósito de vida.

Como funciona na prática

Uma empresa da Inglaterra revolucionou a forma com que o mercado lidar com produtos excedentes na região.

O Company Shop Group são pioneiros na economia circular ao criar um novo tipo de supermercado, criado exclusivamente com produtos excedentes que seriam jogados fora.

Enquanto alguns enxergam desperdício outros enxergam oportunidade.

O lema é: para a vida e não para o aterro. 

Com isso eles conseguem praticar preços até 70% mais econômicos que as redes tradicionais, servindo a uma comunidade de membros específica: profissionais de logística, manufatura, saúde, policiais, bombeiros, agentes carcerários e exército.

Este negócio social é vantajoso para:

  •  Logista que teria que se preocupar com a logística reversa dos produtos excedentes.
  •  Público-alvo atendido que pode aumentar seu poder de compra de alimentos.
  •  Meio ambiente através da redução de lixo.
  •  Company Shop que pode gerar lucro através de um impacto social e ambiental positivos.

Em 10 anos a empresa economizou 100 milhões de euros aos seus parceiros comerciais além de economizar 45 milhões de euros para seu público-alvo em apenas um ano.

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Sobre o Autor

Renata é Psicóloga, especialista em Neuromarketing e Comportamento do Consumidor. Obcecada por café e livros de história, consegue passar horas falando sobre praticamente qualquer assunto.

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